sábado, 6 de novembro de 2010

Bram Stoker

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O POLVO

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quinta-feira, 26 de agosto de 2010

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

BOCAGE

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terça-feira, 17 de agosto de 2010

Fernando Pessoa

Fernando António Nogueira Pessoa nasceu em Lisboa, a 13 de Junho de 1888, e morreu (também em Lisboa), a 30 de Novembro de 1935.
É considerado um dos maiores poetas de língua portuguesa e o seu valor é comparado ao de Luís de Camões. O crítico literário Harold Bloom considerou-o, ao lado de Pablo Neruda, o mais representativo poeta do século XX. Por ter vivido a maior parte da sua juventude na África do Sul, a língua inglesa teve também uma grande importância na sua vida, traduzindo, trabalhando e escrevendo nesse idioma. Teve uma vida discreta em que actuou no jornalismo, na publicidade, no comércio e, principalmente, na literatura, onde se desdobrou em várias outras personalidades conhecidas como heterónimos: Álvaro de Campos, Ricardo Reis e Alberto Caeiro.
A figura enigmática em que se tornou movimenta grande parte dos estudos sobre a sua vida e obra, além do facto de ser o maior autor de heteronímia.
Morreu de problemas hepáticos aos 47 anos, tendo como sua última frase escrita em inglês, com toda a simplicidade que a liberdade poética sempre lhe concedeu: I know not what tomorrow will bring... (Eu não sei o que o amanhã trará...)

Catarina Saraiva

in Clube Fantástico, Julho/2008



sábado, 5 de junho de 2010

Ludwig van Beethoven

Diz-se que depois de Beethoven aquilo a que chamamos música clássica nunca mais foi a mesma. As obras musicais que compôs não obedeciam às regras que se seguiam no seu tempo e exprimiam toda a sua paixão pela Natureza, pela liberdade e pelos direitos humanos.

Beethoven admirava tanto Napoleão Bonaparte que lhe dedicou uma das suas sinfonias: a Heróica. Mas quando soube que Napoleão se tinha proclamado imperador, rasgou a dedicatória que lhe tinha feito.

Ludwig van Beethoven nasceu em Bona, em 1770, e morreu aos 56 anos, em Viena. Aos 26 anos descobriu que tinha uma grave doença nos ouvidos, que foi sempre piorando e que o fez ficar quase surdo. Mesmo assim, conseguia tocar, imaginar e escrever muitas peças de música, apesar de se sentir muito triste com a sua doença, que o levava a afastar-se das pessoas pela dificuldade que tinha em ouvir. Beethoven estudou e viveu em Viena de Áustria numa altura em que a Europa vivia as invasões francesas de Napoleão Bonaparte. E nessa passagem do século XVIII para o século XIX vivia-se também a passagem dum período cultural conhecido por classicismo para outro a que se chamou romantismo – e considera-se que Beethoven foi um dos fundadores do romantismo na música.

Ludwig van Beethoven nasceu numa família de artistas: o seu pai era músico e cantor e foi ele o primeiro a ensinar música ao filho – aos 5 anos Beethoven era obrigado a estudar piano durante várias horas por dia. Aos 8 foi confiado ao melhor mestre de cravo da cidade, que lhe deu uma óptima formação musical, e aos 11 compôs as suas primeiras obras. Quando foi para Viena, estudou com outro célebre compositor, Joseph Haydn, tornou-se um pianista famoso e foi, também, violoncelista e professor. Fez um curso de Literatura e tornou-se amigo de grandes poetas, como Schiller e Goethe.

Uma das suas obras mais conhecidas é a Nona Sinfonia, que apresentou uma grande originalidade para a época: tinha um coro, o que até aí não tinha acontecido em nenhuma obra sinfónica. Uma das músicas que Beethoven inventou para esse coro é hoje o hino da Europa – chama-se Hino da Alegria e o texto é a adaptação dum poema escrito pelo seu grande amigo, o poeta Friedrich Schiller. Beethoven foi considerado o maior compositor do século XIX.


Alegria bebem todos os seres
No seio da Natureza:
Todos os bons, todos os maus,
Seguem seu rasto de rosas.
Ela nos deu beijos e vinho e
Um amigo leal até à morte;
Deu força para a vida aos mais humildes
E ao querubim que se ergue diante de Deus!

Parte da Ode à Alegria, de Friedrich Schiller


Fonte principal: Texto de Sofia Barrocas,
in Terra do Nunca
[Suplemento infantil do Jornal de Notícias]

terça-feira, 18 de maio de 2010

Já chegaram. É Primavera!

ANDORINHAS
Todas as Primaveras vêm visitar-nos e alegram, com seus ninhos, os beirais das nossas casas.

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

A Reconquista Cristã e o Condado Portucalense

A Reconquista Cristã

Como vimos, alguns Cristãos, devido à ocupação da Península Ibérica pelos Muçulmanos, refugiaram-se nas Astúrias.
É a partir das Astúrias que os Cristãos vão tentar recuperar as terras perdidas. Os Muçulmanos são vencidos na batalha de Covadonga, mas a luta vai continuar durante séculos. A esta luta chama-se Reconquista Cristã.
Com o decorrer da reconquista, vão-se formando reinos cristãos: Leão, Castela, Navarra e Aragão.

Estátua de Pelágio, em Covadonga (Astúrias)
O CONDADO PORTUCALENSE

O Condado Portucalense, cujo nome lhe vinha da sua principal povoação Portucale (donde derivou o nome de Portugal) que ficava próximo da foz do rio Douro, pouco mais ou menos onde hoje é a cidade do Porto, fazia parte do reino de Leão, cujo rei D. Afonso VI.
Este Condado ocupava, de início, as terras que ficavam entre os rios Minho e Douro, alargando-se depois para Trás-os-Montes (a leste) e para sul até ao rio Tejo. Mas as suas fronteiras variavam de acordo com os avanços e recuos da Reconquista, que prosseguia contra os Mouros.
D. Afonso VI foi auxiliado, na guerra contra os Mouros, por cavaleiros cristãos estrangeiros, entre os quais se distinguiram os fidalgos franceses D. Raimundo e seu primo D. Henrique de Borgonha.
Pela ajuda preciosa que lhe deram, D. Afonso VI vai recompensá-los, dando:
- a D. Raimundo o governo do Condado da Galiza e a mão de sua filha D. Urraca;
- a D. Henrique o governo do Condado Portucalense e a mão de sua filha D. Teresa.
Do casamento de D. Henrique e D. Teresa (1094) nasceram quatro filhos: três raparigas e um rapaz. Este, D. Afonso Henriques, virá a ser o fundador do Reino de Portugal.

O Conde D. Henrique e a Condessa D. Teresa

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Os primeiros habitantes da Península Ibérica 2


Vândalos, Suevos, Alanos e Visigodos - Povos bárbaros, vindos do Norte, que invadem a Península Ibérica e que, nos finais do séc. V, vencem os Romanos.

Os Visigodos, comandados por Teodorico, conseguem ocupar toda a Península, instaurando a Monarquia Visigótica. Acabam por converter-se ao Cristianismo, religião fundada por Jesus Cristo, na Palestina, e que já era seguida pelos Romanos.

Muçulmanos ou Mouros - Vêm do Norte de África, atravessando o estreito de Gibraltar, e invadem a Península no ano de 711. Seguidores do Islamismo, religião fundada por Maomé, são inimigos dos cristãos e, por isso, são chamados de infiéis.

Derrotam os Visigodos, na batalha de Guadelete e dominam toda a Península Ibérica, com excepção de uma pequena faixa a norte: as Astúrias. Aqui se refugiam alguns cristãos, comandados por Pelágio.

Os Muçulmanos eram senhores duma civilização avançada e deixaram belíssimos monumentos, como as mesquitas (como se chamam os seus templos ou igrejas).

Foram eles que nos legaram a numeração árabe, que substituiu a numeração romana.

Mesquita




domingo, 22 de novembro de 2009

Os primeiros habitantes da Península Ibérica 1

Evolução histórica da Lusitânia,
até à constituição do Condado Portucalense

Portugal - fica situado na Península Ibérica, no sudoeste da Europa.

A Península Ibérica ou Hispânica - que em épocas antiquíssimas foi habitada por muitos povos de diversas raças, compreende actualmente dois estados - Portugal e Espanha.


A Lusitânia - ocupava, sobretudo, a parte central do território que hoje é Portugal, sendo alargada para sul, com a ocupação romana.

Primeiros habitantes da Península

Iberos
- Foram os primeiros invasores de que há notícia e que deram o nome à Península (Península Ibérica ou Ibéria).
Celtas - Vieram da Gália, hoje França.
Celtiberos - Resultaram da união dos Iberos com os Celtas. Formaram cinco grupos, sendo um dos principais os Lusitanos.

Castro de S. Lourenço (Esposende)


Estes povos pré-romanos viviam nos chamados castros (pequenas povoações fortificadas que se situavam em pontos altos, de onde era mais fácil a observação à distância e a defesa contra invasores), onde construíam cabanas circulares de pedra e cobertas de palha. Deixaram também construções com carácter religioso que serviam de túmulos: as antas ou dólmenes.


Anta (Esposende)


Fenícios, Gregos e Cartagineses - Fixaram-se sobretudo no litoral, onde fundaram colónias com fins comerciais.

Romanos - Senhores dum grande Império que do dominou todo o Mediterrâneo e grande parte da Europa, os Romanos tiveram de vencer os Cartagineses e os Lusitanos para se apoderarem da Península Ibérica.

A estátua de Viriato em Viseu

Os Lusitanos, comandados por Viriato, pastor dos Montes Hermínios (Serra da Estrela), resistiram com heroísmo aos invasores romanos. Diz a tradição que, não podendo os Romanos, pela força das armas, vencer Viriato o mandaram matar à traição, isto é, que teriam pago a dois dos seus companheiros para o assassinarem.


Apesar de um tanto desorganizados com a falta de Viriato, os Lusitanos continuaram ainda a resistência, comandados por Sertório, outro chefe destemido que tinha sido expulso de Roma e se juntou aos Lusitanos. Mas também ele foi assassinado, durante um banquete.

Só então os invasores romanos puderam instalar-se na Península Ibérica e dominá-la durante longos anos.


Os Romanos, senhores de uma civilização mais avançada, trouxeram grandes benefícios aos povos ibéricos.

Abriram estradas, construíram pontes, aquedutos, templos e cidades com luxuosos edifícios.

A agricultura desenvolveu-se, assim como as outras actividades económicas. A Península Ibérica passou a fazer parte do Império Romano e adoptou a língua que se falava em Roma: o latim.

Ruínas de Conímbriga: casa com chão de belos mosaicos

Chaves: Ponte romana de Trajano

Évora: Templo de Diana

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